Errar é humano
Publicado em 28/11/2007 por Pedro Villalobos
Essa é uma das frases que ouço com mais frequência, no entanto, a maioria das pessoas esquece a versão completa: “Errar é humano, permanecer no erro é burrice“. E isso pode ser muito perigoso.
No sábado estava conversando com o André a respeito de abandonar a faculdade e os motivos para tê-lo feito e chegamos a algumas conclusões e constatações.
- A influência do meio
Nos últimos anos, o senso comum martelou muito na importância e quase obrigação de possuir no mínimo um curso superior, não importando qual. Essa mentira faz com que muitos corram atrás de um diploma que nunca vai ser útil a não ser para alimentar a própria mediocridade intelectual.
Outra justificativa comum são os concursos públicos. Conheço pouquissimas pessoas que não criticam duramente a política (normalmente sem base alguma para falar sobre) e que, no entanto, sonham em “mamar nas tetas do estado” através de um cargo público que promete resolver todos os problemas da sua vida. O preço? Um diploma de qualquer faculdade meia boca.
O senso comum (ou alucinação em massa) nos leva a crer que no momento em que iniciamos uma faculdade, devemos ir até o final.
Isto leva à…
- Persistir no erro
Eu cursei publicidade por quase 3 anos e no momento em que descobri que não precisava daquilo, abandonei. Ir até o final é uma grande burrice quando sabemos que estamos errados. É como beber de um copo vazio, não vai te acrescentar em nada e vai tomar seu tempo e às vezes seu dinheiro.
- O fator MEDO
Mas o que fazer antes de abandonar a faculdade, largar a namorada ou demitir-se do emprego? Eliminar o medo e traçar seu caminho. Estipule suas novas metas de crescimento e assuma a responsabilidade de melhorar e crescer.
- Não desista de seus sonhos
Essa é uma meta muito bonita e pode ser mais fácil de alcançar do que parece. Basta ser fiel à você e ao que você quer. Deixe para trás àqueles que não estão interessados em sua evolução.
Tome as rédeas da sua vida e DESISTA, desista o quanto antes de permanecer no erro.
*Fotografia por Paulo Santa Rosa
Qual profissão seguir?
Publicado em 25/10/2007 por Pedro Villalobos
A escolha da carreira é um momento decisivo na vida de qualquer um. A temida pergunta do título passa pela mente de jovens (e às vezes adultos) milhares de vezes por dia e a resposta nunca parece ser clara o suficiente. Para alguns, basta seguir a tradição familiar e a escolha está tomada, para outros a melhor opção pode ser um teste vocacional. Para mim nenhum dos dois serviu.
Eu simplesmente não consigo escolher uma única coisa para fazer para o resto da minha vida e também não acho que isso seja necessário. Eu descobri que diversificar é a melhor solução para mim. Então, como eu faço?
Escolhendo as carreiras
Mesmo optando por escolher mais de um caminho, a velha idéia de “escolher algo que você goste” ainda conta muito. Imagine se você ao invés investir em UMA profissão que detesta, se comprometesse com TRÊS? Nenhuma delas seria nem um pouco produtiva e muito menos satisfatória. É preciso sempre gostar do que você faz, apesar de que haverá momentos em que você vai detestar é a boa e velha relação de amor e ódio.
O RPG pode melhorar sua vida
Publicado em 10/10/2007 por Pedro Villalobos
Nunca fui muito fã de RPG, toda aquela viagem de mundos fantásticos e coisas do tipo sempre me deixaram um pouco cansado. Mas uma coisa me fascinava muito, montar fichas de jogadores. Aquilo sim era fugir da realidade. Imagine só, você sempre desejou poder voar, então escreve na sua ficha que tem essa habilidade e, se o mestre achar sensato, você vai tê-la durante o jogo.
Discussões filosóficas à parte, a idéia de montar uma ficha de você mesmo é muito interessante e pode ser bastante estimulante. Pense em características e habilidades que gostaria de ter e escreva-as. Como sempre, a visualização pode ser um método bastante eficaz.
Depois de criar sua lista, que tal ser o seu próprio mestre e riscar dela tudo que achar desnecessário ou irreal. Diversas habilidades interessantes vão aparecer, como “falar melhor em público“, “fluência em inglês/espanhol/alemão/russo” ou até mesmo “jogar futebol“.
Com a lista em mãos, vamos então definir cada uma das habilidades como sendo um objetivo e traçar metas a serem atingidas que viabilizem essa conquista. Se, para falar melhor em público, você precisa fazer um curso de teatro, então essa é uma meta para chegar ao seu objetivo.
Após montar sua ficha e traçar suas metas, você verá que é possível entender melhor suas necessidades como pessoa e analisar seus objetivos com um olhar mais amplo, sem complicações e de forma mais simples e eficaz do que imaginava.
Então, quais seus objetivos? Saber voar só vale se for virar piloto, ok?
Os Controles Sociais
Publicado em 8/10/2007 por Igor Barbosa
Após uma demora, finalmente estou escrevendo o artigo sobre os controles sócias abordados em A Luta pela Sobrevivência. Os controles sociais existem devido à natureza humana, se existe alguém que pode fazer o serviço por nós e ficamos sem perder nada com isso, não reclamaremos e nem faremos nada para evitar. É devido à essa Natureza Humana, que existem controles sociais na nossa sociedade econômica.
Vamos dividir os controles sociais em nossa sociedade econômica em três partes:
Tradição
Esse é muito comum mesmo nos dias atuais e é completamente construído na educação. É aquela velha historia: o avô é advogado, o pai também e o filho sofre grande pressão para se tornar um advogado e trabalhar na firma de advocacia da família.
Existem inúmeros outros casos, apesar de que hoje em dia vejo cada vez mais gente quebrando as tradições. É um controle que se for bem construído pode dar bons resultados.
Força
É um dos controles mais simples de ser explicado e funciona bem até um certo limite. Um exemplo clássico pode ser tirado das pirâmides do Egito: Você acha que todas aquelas pessoas queriam sair arrastando aquelas pedras pesadas e grandes pelo o deserto a fora para construir uma pirâmide? Claro que não! Aquilo tudo foi feito na base da força, mão de obra escrava que foi obrigada a fazer para seguir o desejo de alguns Faraós.
Esse controle pode ate trazer bons resultado no final das contas. No entanto, carrega uma serie de problemas: Quem vai ter o poder da decisão? Quem garante que aquelas decisões estão visando o melhor da sociedade? Porque eu e você não temos o poder e o “rei” tem?
A força como controle social ainda é muito expressiva hoje em dia , veja o caso da ditadura em Mianmar, e dos poderes paralelos dentro das favelas no Brasil.
Mercado
Aparenta ser umas das melhores formas de controle sócias que conseguimos desenvolver. A sua grande sacada é que se baseia no auto-interesse: O individuo tem a opção de fazer o que lhe interessa e deseja e como resposta a isso, lhe é garantido a propriedade privada. Aquilo que ele conseguir como fruto do seu trabalho é seu por direito, é o seu patrimônio.
Alem disso, ele tem o direito de ir vir na sociedade tendo uma liberdade que não existe no controle baseado na força. Logicamente que um controle desse tipo apresenta resultados melhores.
Utilidade
Agora que as formas de controle estão claras, procure usar o que julga mais adequado para controlar sua equipe ou mesmo a sua familia. Acredito que as melhores forma de controle são a de Mercado e Tradição. Criar uma tradição pode ser dificil e toma tempo, mais depois de enraizada uma equipe o faz sem maiores custos.
Incentivos financeiros seriam o típico controle de mercado e tem ótimos resultados quando aplicados, por exemplo, para tentar melhorar a nota do seu filho.
E você? Como usa os controles sociais?
Não trabalhe em equipe!
Publicado em 2/10/2007 por Pedro Villalobos
Hoje em dia se fala muito sobre trabalho em equipe, suas vantagens e virtudes. Essa modalidade de trabalho foi tão endeusada que é um pré-requisito para praticamente qualquer emprego. O problema nisso é que nem sempre essa forma de trabalho é a melhor que existe.
Muitas pessoas associam o trabalho em equipe com produção descentralizada e não é necessariamente assim que ele funciona. Em geral, para um bom funcionamento é necessário que haja um gerente de projeto, alguém para coordenar o esforço do conjunto e unir todas as “peças do tabuleiro”.
Como NÃO trabalhar em equipe
Na ausência de alguém para cumprir o papel centralizador, podemos acabar dividindo tarefas que deveriam ser feitas por uma só pessoa. E são nesses casos que o trabalho em equipe não vale à pena.
É como pedir que várias pessoas escrevam cada uma um pedaço de texto e outras façam cada uma um desenho para a capa do livro. Ao tentar uni-las não farão muito sentido e terão que ser praticamente re-feitas por uma das pessoas.





